Juventude Franciscana do Brasil
Regional NE- B/2 - Sergipe
Subsecretaria de Formação
Prefácio
Durante anos tentamos adequar nossa formação à formação nacional. Não que estivéssemos fora do que é exigido pelas Diretrizes de Formação da Juventude Franciscana do Brasil, mas nossa forma de organização temática é diferente dos demais regionais e, além disso, acabávamos por extrapolar o tempo limite das etapas de formação previstas no documento supramencionado.
Os jufristas reunidos no IX Congresso Regional da Jufra do Brasil em Sergipe colocaram a Formação como uma das prioridades do triênio 2009-2012, devendo o regional re-estabelecer e por conseguinte, reestruturar as manhãs de formação.
Pior do que criar é re-criar. Ao se criar a margem que se tem para o erro é sempre maior, pois o que se tem de fato é uma idéia do que se quer. Ao recriar estamos literalmente obrigados a fazer melhor do que já existe. Reestruturar o material de formação teve essa dualidade. Se por um lado víamos a necessidade de adequarmos os materiais às manhãs de formação, por outro percebíamos o empenho daqueles que nos precederam ao elaborar tais apostilas.
O trabalho de re-estruturação não consistia em apenas deixar os módulos menores. Torná-los didáticos sem perder a linha ético-cristã também era um desafio.
Mas o pior de todos os desafios era fazer um material cujo jufrista tivesse gosto em ler, pois poucos são os jufristas que primam pela auto-formação (há quem diga que isso é fruto de nossa colonização) e nem todos os temas poderiam ser abordados neste material. As diretrizes de formação dão um norte, no entanto formadores e todos os jufristas devem estar atentos a outros temas e se possível traçar um paralelo entre estes temas. As diretrizes de formação nos indicam como tema, por exemplo, Os problemas do jovem no mundo de hoje. Será que os problemas do jovem do Rio Grande do Sul é o mesmo dos jovens do Ceará e do Amapá? E daqui a 10 anos os problemas serão os mesmos? Isso significa que diferente dos demais focos de formação (cristológico, eclesiológico e franciscológico), a formação humana adaptar-se-á constantemente no tempo e espaço e isso exigirá do formador/jufrista um senso crítico tal que lhe(s) permita refletir tais temas sem esquecer a realidade de jovem-cristão-franciscano.
Pensemos no tema sexualidade, por exemplo. Ele não consta das diretrizes, mas podemos associá-lo a outros temas, e mais, gerar debates incríveis sobre ele: Ficar é ilícito ou não? Seria o homossexual o leproso dos dias modernos? O que a bíblia fala do ficar e do homossexualismo? Como tais questões eram encaradas no tempo de São Francisco e de Jesus? Como nossa sociedade encara isso? Como a jufra encara tais situações, quais iluminações bíblicas podemos ter (ex: ICor 10,23,...)
No Manifesto da Juventude Franciscana há um trecho que diz “O mundo cabe a nós salva-lo ou perdemo-nos com ele”. Esse é o objetivo da formação da Jufra, ajudar-nos no processo de conversão (salvação). E não podemos ser pretensiosos em achar que somente alguns encontros nos deixarão aptos para entrar no reino dos céus, ou que aquele que estiver à frente por alguns instantes conseguirá esgotar todo o tema. Queremos deixar a cabeça de cada um dos(as) senhores(as) cheia de idéias e coração ardendo como se estivesse em brasa viva, para ao fim de cada encontro, a exemplo de São Francisco, você possa dizer para si mesmo è isso que eu quero para minha vida e colocar prática aquilo que aprendeu. (Tg 2, 14.26)
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